Irá ser o primeiro aniversario sem ti.
Não sei como mas possuir esta ideia de que não estas realmente aqui deprime-me. Acho que passo metade do tempo a conformar me com a tua partida e a outra metade a achar que não é real. Quando penso no futuro no turbilhão de sentimentos em que se tornou a minha vida combinados com o vazio que sinto tremo choro e por vezes ainda vacilo. Não me perguntes porque sinto tudo isto pois faço essa pergunta a mim mesma e não vislumbro nenhuma espécie de resposta.
É como se a minha vida fosse um jornal rasgado despedaçado sem cor. Os seres que passam não lhe notam utilidade não lhe vem nenhuma função numa sociedade cheia de atributos e boas qualidades. Por tudo isto o jornal vagueia entre ruas e passeios, entre estradas e vias rápidas na possibilidade de alguém um dia notar que não somos feitos apenas de qualidades.
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terça-feira, 2 de abril de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Quando me deito a noite acho que é ai que me lembro ainda mais de ti. E nessa altura que quase te odeio sem nunca te odiar. Como o queria sentir. Gostar de ti torna-se diariamente um peso e um erro. Porque a realidade o mostra. Tudo o que sinto é tão forte só me resta acreditar que é real. Desculpa não te entender mas não sabes ser de outro modo e tu sabes que eu falo a verdade quando te digo que me abandonas-te e tu murmuras que não. Se não é verdade porque parece ser tão certo, sim porque o sinto? Não tentes enganar também as minhas próprias emoções engana-te só a ti. Tenta não ser tão egoísta e altruísta ( não te peço que não sejas humano) mas apenas que não faças isto em demasia. Tenho sentimentos ainda que os desprezes ou não lhe dês o devido valor.
E tu és um assim a minha pessoa. És um assim porque existem dias que sei, que te conheço que tudo o que está acontecer é por tua causa, nesses dias sei que não te posso odiar nem culpar mas num acto de euforia e monotonia acho que acontece. Mas depois também me és um outro ser, aquele que esteve comigo sem nenhum fim, aquele que apenas aparentava ter mil e uma intenções ( boas claro) mas que o resultado se mostra devastador e deveras desolador. Por vezes nós dias em que vejo os teus piores traços pergunto-me que mal te fiz eu. Se tudo isto foi um enorme erro ou se tu eras o erro e eu nem me apercebi.
Existem dias em que sei que te vou esquecer nem que seja, porque já me esqueces-te. Existem dias que sei que vou ultrapassar tudo isto. Existem dias que se instala a saudade e sensação de perda e nesses dias acho que não vou aguentar nem sequer irei conseguir sair da cama ou falar com alguém. Mas é nesses dias que vou a algum lado sem ir a lado algum afinal o que mais quero sem sombras para duvida é esquecer-te. Nesses dias deixo o coração (ou parte dele) longe do pensamento e longe da minha alma. Purifico tudo ao máximo quero deixar o meu espírito livre de ti.
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